sexta-feira, 13 de outubro de 2017

Dila

Temos aqui a cantora Dila, revelação no início dos anos 70, mas que acabou ficando na promessa. Eu digo isso partindo do lacônico texto no verso da capa do disco, onde o compositor Arnoldo Medeiros nos apresenta a cantora. Nele, Dila é apontada como a intérprete esperada, do nível de Leny Andrade (ups!).
Realmente, Dila é uma excelente cantora, mas me lembrou mais a Elis Regina (sem comparações, por favor!), talvez pela interpretação de “Madalena” de Ivan Lins, música a qual ela canta buscando a mesma garra da Pimentinha, talvez até por influências, sei lá…
Mas percebe-se logo que ela tem uma identidade própria. E o fato é que a cantora realmente ‘bota pra quebrar’ ao lado de feras como Durval Ferreira na guitarra/violão, Romildo Cardoso no contrabaixo, Sidney no piano e Fernando e Horácio na bateria e percussão. Há também a presença de metais, sax e piston, mas no lp não temos informações.
Segundo me foi informado, a cantora Dila faleceu pouco tempo depois do lançamento deste disco em um acidente de automóvel.
Uma pena, pois ela era mesmo uma cantora para botar banca.
Complicado vai ser explicar qualquer coisa sobre esta mulata Dila.
O que se sabe é que ela morreu logo após o lançamento deste álbum.

Posso falar desta grande voz, desse doce grave swingado – lembra-me muito Noriel Vilela.
Os Grilos são os responsáveis pelos arranjos, principalmente o Durval Ferreira, que produziu e gravou as guitarras de todas as faixas.
A1. Inez
A2. Adeus Bonfim
A3. Madalena (Ivan Lins/Ronaldo Monteiro de Souza)
A4. Fim De Papo
A5. Saberás (Osvaldo Nunes)
A6. O Morro Não Tem Vez (Tom Jobim)
B1. Como É Que É Bicho?
B2. As Paredes Têm Ouvidos
B3. Festa Para Um Rei Negro (Samba Enredo Do Salgueiro/71)
B4. Seleção De Mangueira
B5. Perdoei
B6. Refém Da Solidão (Baden Powell)

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