quinta-feira, 18 de janeiro de 2018

Tiganá Santana

Nascido em Salvador - BA, Brasil Tiganá Santana é um filósofo-poeta-músico.
Tiganá compõe em Português, Kikongo, Kimbundo, Francês, Inglês e Espanhol.
Tiganá compõe e canta em kicongo, kimbundo (línguas da Angola e do baixo Congo), mas também em iorubá, português, inglês, espanhol e francês.
Suas letras profundamente místicas, inspiradas pela religião afro-brasileira do Candomblé, falam de elementos universais, quem somos e de onde viemos.
Ele é iniciado na religião do Candomblé Congo-Angola, onde ocupa o cargo de Tata Kambondo.Tiganá Santana, cantor e compositor de 28 anos, com 12 anos de carreira, cresceu na cidade afro-brasileira de Salvador na Bahia, numa casa onde ele podia admirar as variações do mar.
- Dependo das vistas para o mar, para o horizonte e para o universo, diz Tiganá.
A visão do mar dá realmente um som poético na suas músicas.
Tiganá explora a proximidade da música sacra afro-brasileira e Africana e foi elogiado por suas inovações neste campo, especialmente pelo governo brasileiro no reconhecimento da importância cultural e geracional de seu primeiro trabalho, Maçalê.
Em 2010, ele recebeu convite para cantar na Cúpula Internacional das Nações Unidas, juntamente com a cantora Virgínia Rodrigues.
Durante o mesmo ano, gravou um programa especial para a Rádio BBC Londres e participou de um dos maiores festivais de world music da Europa, o festival belga Sfinks, onde ele transmitiu um programa especial ao vivo para a Rádio Nacional Belga.
Em Agosto de 2010, gravou um programa especial para TV4, o principal canal de televisão na Suécia, onde ele falou sobre a herança Africana na Bahia e no Brasil.
Em Outubro de 2010, Tiganá se juntou, como palestrante e músico, à programação oficial da 29 ª Bienal de São Paulo, e foi uma das atracções artísticas do X Mercado Cultural da Bahia. Em 2011, Tiganá é convidado à uma turnê em 4 países da Europa, em salas prestigiosas como o Espace Senghor em Bruxelas e o Stallet na Suécia.
Ele está preparando seu segundo álbum "Invenção da Cor" com a participação de artistas de diversos países.
 

domingo, 14 de janeiro de 2018

Jauperi

Jau, nome artístico de Jauperi Lázaro dos Santos (Salvador, 27 de setembro de 1970) é um cantor e compositor brasileiro, cujo estilo incorpora o axé.
Dono de uma das mais belas vozes da música baiana, compositor gravado por diversos artistas locais como: Ara Ketu, Netinho, Cheiro de Amor, Pierre Onássis, dentre outros. Intérprete como poucos Jauperi foge dos rótulos musicais e vem constituindo seu próprio estilo, com base na sua trajetória e experiências.
Com uma forte influência da música afro-baiana, Jau, como é carinhosamente chamado, foi, aos poucos, constituindo seu estilo próprio que agrada muito seus fãs.
Aos 17 anos, entrou no Olodum e não parou mais, precocemente, foi agraciado com o prêmio de melhor composição no FEMADUM, Festival de Música e Artes do Olodum, grupo onde iniciou sua carreira e a partir do qual teve oportunidade de expandir sua carreira.
Com a banda do Pelô, participou dos mais importantes Festivais de Música da Europa - Montreaux, Womad, Metisse Musique e teve a oportunidade de tocar com estrelas renomadas do cenário nacional, como Djavan, Marisa Monte e Paralamas do Sucesso e internacional, como: Paul Simon, Tracy Chapman, Wayne Shorter, Joan Baez e Courtney Pine.
Já nessa época, começou a conquistar admiradores encantados com a beleza da sua voz.
Mais tarde, em busca de vôos maiores, saiu do Olodum e deu início à sua carreira solo com a Banda Ifá gravou seu primeiro disco, homônimo à banda, que teve músicas estouradas no eixo Rio - São Paulo e reagravadas por artistas baianos, como "Topo do Mundo" e "My Love".
A partir deste trabalho, Jauperi foi conquistando outros admiradores. Não abrindo mão da influência do olodum, ele abusa dos instrumentos percussivos e de letras que remetem à cultura negra.

Tássia Reis

Tássia Reis poderia simplesmente ser definida pelas suas características artísticas, como compositora e cantora, e já seria suficiente para que se escutasse com atenção este segundo trabalho da artista nascida em Jacareí há 27 anos, que faz do hip hop sua arma contra e à favor do mundo. Mas ela é bem mais que isso – é uma usina criativa de convicções, em que seu discurso tão feminista quanto libertário (nas mais diversas vertentes, da intolerância à opressão emocional) dita canções sublimes, embaladas por sua doce voz em gêneros abertos, do rap ao reggae.
Tássia demorou a se entender artista. Durante a adolescência fez parte de grupos de dança urbana em Jacareí. Foi quando descobriu a Cultura Hip Hop e canalizou sua veia criativa para escrever dentro dos gêneros que este abrangia.
Estava tão acostumada a ouvir Clara Nunes por influência da mãe quanto Jackson 5 por influência do pai e os raps de Sabotage, RZO, Expressão Ativa e Racionais MCs por força do irmão. Sua caneta correu ligeira em textos que já vinham acompanhados de melodias, com propostas de harmonias e arranjos.
Foi assim que depois de se mudar para São Paulo, aos 20 anos, e concluir o curso de graduação em Moda, aceitou os elogios que sempre recebia por sua voz e colocou em estúdio na canção “Meu Rapjazz”. Era para ser parte de uma mixtape só de mulheres, que não vingou. Mas a canção serviu como trampolim para sua carreira.
Lançada na Internet, a aceitação foi imediata, o que levou a equipe que começou a acompanha-la a produzir um clipe para a música. No primeiro dia, ao chegar a 10 mil views, ela teve certeza que acertara. Tanto que exato um ano depois saiu seu primeiro EP, batizado com seu próprio nome.
Enquanto isso, sua participação em projetos foi crescendo. Foi convidada para cantar com Marcelo D2, gravou com Izzy Gordon, fez shows com a banda de jazzrap Mental Abstrato, foi para o universo das rimas femininas no projeto “Rimas e Melodias”, entrou para a discussão de gêneros que sempre propôs no “Salada de Frutas” e a posição política a levou a novas composições, que culminam neste “Outra Esfera”.
“Não é Proibido”, que abre o trabalho, narra a questão de limites, da cobra mordendo o próprio rabo quando você é tão limitado quanto a limitação que oferece ao outro. E reflete uma metalinguagem em camadas etéreas que tornam a música impossível de ser catalogada no limite de um gênero.
“Ouça-me” é um rap mais visceral que solta gritos presos na garganta, de opressões. Já “Desapegada” traz um clima mais suave e até jazzístico em discurso que fala do apego contemporâneo e da proposta do desapego ao tóxico.
“Semana Vem” contrabalança um texto de discurso abusivo em reggae doce. O trabalho já vira para um rap mais vigoroso, “Da Lama/Afrontamento”, onde Tássia se baseia no assassinato do irmão de uma amiga para refletir sobre o racismo estrutural brasileiro e na discriminação que culmina com situação tangente a genocídio da juventude negra.
O single do disco é “Se Avexe Não”, com sua reflexão de mágoas reservadas, opressões e oprimidos e liberação dessa somatização em um clima de soul music e doses de samba.

Fecha com “Perigo”, que é a abertura de comportas da canção anterior, da emotividade liberada e da vivência intensa.
Intensa talvez seja a palavra que define o trabalho. Intensa é “Outra Esfera”. Intensa é Tássia. Dentro de toda sua suavidade.

sábado, 13 de janeiro de 2018

Daúde

"Nasci numa cidade abençoada.
Vivi num gueto onde o cantar dos grilos, dos galos e o barulho do brejo eram de pura sinfonia.
Talvez por isso tenha a alma lavada e repleta de música.

Passei minha infância ouvindo meu avô e os meus tios seresteiros tocando e cantando. Sinhô, Lupicínio, Luiz Gonzaga, Erivelto Martins, Nelson Gonçalves, Orlando Silva, Jararaca e Ratinho e tantos outros.

Meu pai, com a sua discoteca, me apresentou a Martinho da Vila, Mestre Marçal, Monsueto, Jackson do Pandeiro, às músicas sertanejas, a Pixinguinha, Villa-Lobos, a todos os hinos militares (o hino da marinha era o mais bonito!), às big bands, aos sambas de roda e a seu repertório saxofônico e clarinêtico.

Minhas tias me ofereceram Roberto Carlos, Jerry Adriani, Wanderley Cardoso, Vanderléia, Vanusa, Antônio Marcos, Gil, Gal, Bethânia, Caetano, Chico Buarque, Rolling Stones, Beatles, Serge Gaisbourg (J'ai taime moi non plus), Jorge Ben (Ela não gosta mais de mim, mas eu gosto dela mesmo assim, que pena! ), Leno e Lilian, MPB 4, Eduardo e Silvinha Araujo e por aí vai.

Minha mãe ofertou com carinho Dalva de Oliveira, Ângela Maria, Claudia Barroso, Núbia Lafayete, Nicinha Batista, Elizete Cardoso, Dolores Duran, Emilinha Borba e Marlene, todos os hinos religiosos e as cantigas de ninar.

Já no Rio, a cultura de rádio na minha adolescência foi fatal e total. Pela primeira vez, através do projeto Minerva, escutei Patativa do Assaré. As rádios Tamoio e Mundial incumbiram-se de me apresentar Marvin Gaye, Barry White, James Brown, Stevie Wonder, Diana Ross, Tina Turner, Donna Summer, Tanita Tikaran, Michael Jackson and Jackson Five, Chaka Kann, Santana, Sta. Esmeralda, Slade, Genesis, The Who, Pink Floyd, Lou Reed e Roberta Flack.

Vi a MPB estourar nas FMs. Novos Baianos, Secos e Molhados… dançava e cantava todas as músicas de cor e salteado. Assim, decidi mesmo cantar e passei a perceber as técnicas usadas pelos cantores.

Todas essas influências fazem parte da minha vida. Todas tão naturalmente presentes e necessárias, quase orgânicas."

Daúde
 

sexta-feira, 5 de janeiro de 2018

Rosa Marya Colin

Rosa Marya Colin (Machado, 27 de fevereiro de 1946) é uma atriz e cantora brasileira.

Cantora mineira, mais conhecida apenas como Rosa Maria, começou a carreira no Rio de Janeiro aos 18 anos, cantando bossa nova e jazz no Beco das Garrafas, depois de trabalhar como operária. Com o registro grave de sua voz, adaptou-se bem ao repertório jazzístico, e em 1965 gravou o primeiro disco pela Odeon. Depois disso fez shows por todo o Brasil, participou de programas de televisão e atuou na primeira montagem brasileira do musical "Hair". Também trabalhou no México, onde teve bastante êxito cantando em um hotel. A partir do início da década de 80 firmou-se como cantora de jazz, tocando ao lado da Tradicional Jazz Band. Com alguns discos gravados mas ainda pouco conhecida depois de mais de 20 anos de carreira, uma gravação despretensiosa para um comercial de televisão em 1988 alçou-a ao topo das paradas. Uma regravação "cool" de "California Dreamin'", do grupo The Mamas And The Papas, para uma loja de departamentos tornou-se o seu grande sucesso, nunca mais repetido. No fim dos anos 90 mudou o nome para Rosa Marya Colyn.

Discografia

Uma Rosa com Bossa (1965) - Odeon
California Dreamin'/Summertime II (com Tony Osanah) (1969) - Eldorado
Vagando (1980) - Eldorado
Céu Azul (1981) - Gravan

segunda-feira, 18 de dezembro de 2017

Edson Gomes

Nascido em Cachoeira, a 120 km de Salvador, Edson Gomes pensava em ser um craque de futebol. Aos 16 anos, porém, a tendência musical foi mais forte e ele abraçou a carreira artística, ao ganhar o 1º lugar em um festival estudantil do colégio estadual de sua cidade natal. A música era "Todos Devem Carregar Sua Cruz". As dificuldades do inicio da carreira fazem o jovem Edson Gomes abandonar os estudos e lançar-se no mercado de trabalho.
Edson parte para São Paulo em 1982 e se emprega no setor de construção civil. Paralelamente, o cantor tece seu caminho musical: grava um compacto simples, como melhor intérprete do Festival Canta Bahia, e um outro pelo Troféu Caymmi, quando ganhou com a musica Rasta.
Seis anos depois, em 1988, gravou o disco Reggae e Resistência, de onde saiu seu primeiro hit nacional: a romântica Samarina.
Nesse trabalho já estava delineado seu estilo: um roots reggae engajado, profundamente inspirado por Bob Marley e Jimmy Cliff. Foi o primeiro disco lançado pela EMI.
Em 1990, lança seu segundo disco, Recôncavo. Em 1992, sai o terceiro LP, Campo de Batalha. O sucesso se espalha pelo Nordeste e pelo Brasil. Em 1996, Edson abre o show de Alpha Blondy em Salvador, realizado no Costa Verde Tênis Clube, onde tocou para quase 22.000 pessoas que cantaram suas musicas. Foi o maior evento de reggae do ano na Bahia.
O quarto disco, "Resgate fatal", chega em 95, com sucesso absoluto de vendas e de rádios, emplacando a canção Isaac. Apocalipse, lançado em 1999, traz músicas contundentes como Camelô (Edson Gomes / Zé Paulo Oliveira), O país é culpado e Apocalipse (também do autor); porém, Edson explora seu lado romântico em canções como Perdido de Amor (que chegou a ser gravada pela Timbalada), Amor Sem Compromisso, Me Abrace e outras. Seu mais recente álbum foi lançado no ano passado e se chama "Acorde, Levante e Lute".
No mesmo ano de 1999, Edson deixa a gravadora EMI, que resgata os sucessos antigos do reggaemen, lançando-os na coletânea dupla Meus Momentos, com grande aceitação do público.
O cantor tem uma legião fiel de seguidores, devido aos dramas sociais do cotidiano, embora não tenha uma grande fama nacional, devido a suas críticas a vários setores da sociedade. Em 2001, lançou seu primeiro disco independente, Acorde, Levante e Lute.
Seu trabalho mais recente é Ao Vivo em Salvador, seu primeiro CD e DVD ao vivo, registro de um show no parque aquático Wet'n'Wild de Salvador, Bahia, em dezembro de 2005.

quinta-feira, 7 de dezembro de 2017

Anelis Assumpção

É nesse retrato do agora que Anelis Assumpção aparece com disco novo. Seu segundo disco. Depois de gerar um filho e digerir mais da vida, ela manda na lata "Cê tá com tempo? Eu tô aqui pra jogar conversa dentro". E aí você desfragmenta de imediato. No trânsito, na rede, no corre ou no mole. Como não? Quem pede é uma mulher com dicção clara e um timbre que suaviza o que tá dentro e o que tá fora. Cremoso. Tô dentro, Anelis! E assim o disco começa, com essa sedução direta. Um convite na reta. Vamos nessa. Me leva! Tô com tempo. Aceito. "Eu gosto assim", diz uma das músicas. Como é bom começar gostando e seguir com vontade de gostar.

Quando você escuta um disco por uns dias ele entra na sua língua, você aprende a cantar junto, deixando as letras entrarem um pouco ou muito na sua história. Todo mundo vira intérprete quando engole um disco. "Anelis e os Amigos Imaginários" é um disco desses de se engolir. De se viver e desfrutar cada pedaço-trecho, cada faixa-fatia. E inteiro.

O trabalho foi produzido pela cantora e pelos músicos arretados Bruno Buarque, Cris Scabello, MAU e Zé Nigro. Uma produção coletiva e certeira que é sentida sutilmente na assinatura individual de cada um. 
Não pra menos, eles fazem parte da banda que acompanha Anelis desde o começo de sua carreira solo e que agora dá nome ao disco: ‘Anelis Assumpção e os Amigos Imaginários'.
Nome encontrado pra banda numa coxia da vida, aquele momento único. Pimba!
Além dos rapazes, a banda conta com a guitarrista Lelena Anhaia e o trombonista Edy Trombone no bando. Essa liga coesa entre pessoas que tem intimidade e compatibilidade sonora e gentileza poética para transitar entre os versos e frases sugeridas por Anelis, fazem a diferença absoluta para a sonoridade do disco. Eles se completam. Anelis e seu bando trocam fluídos o a cada frame canção. E se divertem. Um disco de bando. Um som de banda.
Quase que ao vivo, possibilidade para mestres e íntimos. Neste caso. Temos os dois.
Está tudo nítido, baixo, bateria, guitarras, teclados, efeitos, voz. Mérito também do nova-iorquino Victor Rice, produtor e mestre em sonoridades jamaicanas, responsável pela elegante mixagem das músicas. 
Afinidade já sentida em Not Falling, single produzido e lançado em 2012 por Anelis e os Amigos Imaginários ( na época a banda ainda não tinha este nome) e mixado pelo mestre Victor com direito a uma dub version no lado B do compacto. Um luxo!
Aliás, todas as faixas de 'Anelis Assumpção e os Amigos Imaginários', contam com versões dub que 'um dia serão lançadas', o que nos dá a deliciosa sensação de que poderemos desfrutar ainda mais dessa brincadeira de bando sem fim. 

Segura, suave, forte, Anelis canta o amor, a individualidade, o tempo e os nós. É spiritual but not religious. Faz love songs unissex. São onze músicas e um poema falado. A voz contralto surpreende em agudos sutis, sussurros roucos e graves firmes. Impossível não ficar seduzida pelo seu canto. Das canções, três são em parceria. “Devaneios”, com o baiano swingado Russo Passapusso é uma música para se dançar. Deixar-se levar pelo baixo, programações + Russo e Anelis. Nela, a filha de Itamar Assumpção, morador da Penha e criador de orquídeas, canta “na minha casa no cume da Lapa por entre as camélias” e você pode sentir sua origem. Um pouco no som e muito no jardim de Anelis. “Declaração” junta a cantora com Céu e Kiko Dinucci, que recita a letra e toca uma guitarra al dente. A música é a cara dos três, fala dos “impostos do coração” (no sentido de tributos) e é completada por Rodrigo Campos na guitarra e no coro. E por falar em entrosamento, o rock “Minutinho”, feita com os irmãos Alzira E. e Jerry Espíndola e o poeta Arruda, confirma a liga entre entre eles que são parceiros frequentes (o primeiro disco traz duas parcerias com os irmãos Espíndola).

As outras faixas são só de Anelis. Todas e inteiras. “Cê tá com tempo” abre o disco no atemporal e no meio dela Cris Scabello manda um riff de guitarra que te faz querer seguir em frente. Mais ainda. Em “Eu gosto assim” Anelis diz que “pra me sacar não tem segredo”. Balada com tempero latino e congas de Maurício Badé. Gostosa. “Mau Juízo” tem toques de dub classudo. O disco tem a força e a graça dos arranjos de metais feitos por Anelis, Zé Nigro e Edy Trombone. A balada roots “Inconcluso” é cantada deliciosamente em castellano y habla de um homem inacabado, em processo. Assim como todos os homens que existem dentro da gente. Em “Por que” Anelis acerta dentro. Bate no passado e no futuro e você acha que a música foi feita pra você. “Toc toc toc” traz a conclusão de que estaremos sempre no risco. Só que na pista. Em “Song to Rosa” Anelis recebe as amigas Céu e Thalma de Freitas, suas parceiras no trio Negresko Sis. Juntas, tecem melodias que ficam no “repeat” da cabeça (a música recebeu o olhar da videoartista/cantautora Ava Rocha e está disponível no Youtube no canal de Anelis). “Deuso Deusa” é a última música do disco. Ritualiza o fim e propõe um começo. Orikí mantra canto reza som.